O fantasma se assombra
com a pequenez dos dias idos
as marchas de soldados juvenis
indo pra guerra
ardendo em suas paixões varonis.
Um novo tempo sem a depressão
sem Vietnãs, Golfo Pérsico ou Afeganistão.
O orgulho ferido,
a ferida fétida,
um cachorro comendo
o próprio vômito.
O fantasma errante agora
transborda e chora seus poucos
anos vividos.
Seus olhos de azul intenso,
um bebê muito lindo,
uma mãe super contente
o embala em braços roliços.
O bebê tem alimento,
carinho e abrigo.
Tem bosques e cheiro de eucalipto
e a lua é logo ali
e o sol é logo ali.
Basta um sorriso,
basta um piscar de olhos,
basta sonhar e sonhar.
E brincar e cantar
e dançar ao tempo
o corpo solto, o espírito livre.
Os melhores dias
ainda estão por vir.
As melhores canções
ainda estão por ser compostas.
O bebê não é estúpido,
é pura inocência.
É simplesmente um fantasma
de lindos olhos azuis.
Pode voar,
pode nadar,
pode correr.
Não há limites, muito menos fronteiras,
não há bilhete de passagem,
nem passaporte com carimbo.
Só uma gaitinha soando
um folk suave,
sem bandeira, sem dono.
Composto por alguém num dia frio
e carregado pelos trilhos do mundo
numa velha Maria Fumaça.
Nem alegre, tampouco triste,
mas carregada de paixão.
Daquelas canções sem refrão,
carregadas de sentimento,
carregadas de suor,
carregadas de dias.
Mas mesmo com tanta liberdade
o fantasma escolheu o banco da praça,
escolheu um céu de inverno,
escolheu deixar rolar,
rolar mais uma lágrima.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Tirania dos Sentidos
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
POR TRÁS DOS SONHOS...
Dois pinheiros,
Arrancá-los de madrugada,
sem deixar vestígios,
cimentar tudo.
Usá-los como refêrencia,
ou nome fantasia
de um empreendimento qualquer.
Atrás daqueles dois pinheiros
Tem gente que sonha
e sonha...
E os pinheiros crescem
e crescem...
Os dias passam,
os anos entram e saem
e os sonhos nascem e morrem.
Muitos de parto prematuro,
outros de aborto,
muitos induzidos.
O que há por trás dos dois pinheiros?
Gente que sonha e envelhece.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Tirania dos Sentidos
Arrancá-los de madrugada,
sem deixar vestígios,
cimentar tudo.
Usá-los como refêrencia,
ou nome fantasia
de um empreendimento qualquer.
Atrás daqueles dois pinheiros
Tem gente que sonha
e sonha...
E os pinheiros crescem
e crescem...
Os dias passam,
os anos entram e saem
e os sonhos nascem e morrem.
Muitos de parto prematuro,
outros de aborto,
muitos induzidos.
O que há por trás dos dois pinheiros?
Gente que sonha e envelhece.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
E CONHECEREIS A VERDADE...
É estranho o que se sente
acordado sob tensão
ouvindo rock n’ rool
e bebendo água mineral.
O vômito pode ser o transbordar da ingestão de alimentos e bebidas.
A poesia pode ser o transbordar da ingestão de sonhos e pesadelos.
Pode um estômago ficar vazio?
Pode um coração ficar vazio?
Alguns misturam sua poesia
a suas sensações,
misturo minha poesia
a minhas emoções.
Vivo e morro pelo que amo,
não pelo que gosto.
Sei que um homem livre nunca morre,
pois hoje sei que só o amor liberta.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Tirania do Sentidos
acordado sob tensão
ouvindo rock n’ rool
e bebendo água mineral.
O vômito pode ser o transbordar da ingestão de alimentos e bebidas.
A poesia pode ser o transbordar da ingestão de sonhos e pesadelos.
Pode um estômago ficar vazio?
Pode um coração ficar vazio?
Alguns misturam sua poesia
a suas sensações,
misturo minha poesia
a minhas emoções.
Vivo e morro pelo que amo,
não pelo que gosto.
Sei que um homem livre nunca morre,
pois hoje sei que só o amor liberta.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Tirania do Sentidos
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
JARDIM DE INFÂNCIA
Em que passei minha melhor vida,
em que calmo e sossegado
descansava a sombra da minha árvore
cortando e limpando com os dentes
a cana achada no caminho.
Chupando cana e assobiando uma canção
Com a cara suja e pés no chão.
Hoje muitos anos passados,
és um condomínio de prédios
classe alguma coisa
com parquinho de diversão
e quadra de esportes.
Não és nem sombra
do meu jardim de infância
e as crianças que descansam
a sombra de um quiosque de cimento
engolindo Elma chip’s,
cantam hip hop
com refrãos de morte e dor.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Tirania dos Sentidos
em que calmo e sossegado
descansava a sombra da minha árvore
cortando e limpando com os dentes
a cana achada no caminho.
Chupando cana e assobiando uma canção
Com a cara suja e pés no chão.
Hoje muitos anos passados,
és um condomínio de prédios
classe alguma coisa
com parquinho de diversão
e quadra de esportes.
Não és nem sombra
do meu jardim de infância
e as crianças que descansam
a sombra de um quiosque de cimento
engolindo Elma chip’s,
cantam hip hop
com refrãos de morte e dor.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Tirania dos Sentidos
SUSTO
Se você for caminhar sozinho, ao atravessar
a estrada atrás do consciente, ao adentrar
na parede do desconhecido, a janela não existe.
As portas fecham-se atrás das suas costas,
não tem essa de escolha errada, é preciso encarar
e fazer a próxima escolha
e não tem essa de escolha certa,
apenas vive-se e pronto.
Arrependimento e remorso tanto fazem,
não se pode voltar e prosseguir pode ser doloroso,
mas só quem tem coragem de manter-se vivo
pode provar o quê, o por quê,
o fim de todas as coisas.
Explicar não se pode nem tentar, é perda de tempo,
o medroso vive assustado, teme e é covarde.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Tirania dos Sentidos
a estrada atrás do consciente, ao adentrar
na parede do desconhecido, a janela não existe.
As portas fecham-se atrás das suas costas,
não tem essa de escolha errada, é preciso encarar
e fazer a próxima escolha
e não tem essa de escolha certa,
apenas vive-se e pronto.
Arrependimento e remorso tanto fazem,
não se pode voltar e prosseguir pode ser doloroso,
mas só quem tem coragem de manter-se vivo
pode provar o quê, o por quê,
o fim de todas as coisas.
Explicar não se pode nem tentar, é perda de tempo,
o medroso vive assustado, teme e é covarde.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Tirania dos Sentidos
UM HOMEM SÓ
Pode falar sozinho;
Pode andar sozinho;
Pode rir de si mesmo;
Pode lamber as próprias feridas.
Tomar uma atitude pensada;
Prestar-se a atropelar a fantasia;
Favorecer a realidade tramada;
Velar o sonho a noite toda.
CRIANÇA
Pureza.
Nega-se ou admite-se.
Não a parênteses, colchetes ou chaves,
somente travessão e ponto final.
E muitas ???
ADOLESCENTE
Não sei, talvez.
Só contrariar,
biquinho.
Agora não quero mais!
JUVENTUDE
Explode pavio curto,
joga-se todas a fichas,
alguns sobrevivem
outros ficam pelo caminho.
ADULTO
Ter que ser exemplo,
independente de querer ou não,
porque se é e ponto,
está armada a armadilha.
CICLO
Nunca tem fim
segue-se a eterna aliança
filhos carregados de genes de seus pais
tentando mudar sua herança.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Pode falar sozinho;
Pode andar sozinho;
Pode rir de si mesmo;
Pode lamber as próprias feridas.
Tomar uma atitude pensada;
Prestar-se a atropelar a fantasia;
Favorecer a realidade tramada;
Velar o sonho a noite toda.
CRIANÇA
Pureza.
Nega-se ou admite-se.
Não a parênteses, colchetes ou chaves,
somente travessão e ponto final.
E muitas ???
ADOLESCENTE
Não sei, talvez.
Só contrariar,
biquinho.
Agora não quero mais!
JUVENTUDE
Explode pavio curto,
joga-se todas a fichas,
alguns sobrevivem
outros ficam pelo caminho.
ADULTO
Ter que ser exemplo,
independente de querer ou não,
porque se é e ponto,
está armada a armadilha.
CICLO
Nunca tem fim
segue-se a eterna aliança
filhos carregados de genes de seus pais
tentando mudar sua herança.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Tirania dos Sentidos
PALADAR
Abro os olhos e estou vivo,
vou para a minha janela,
o cenário lá fora avisto.
Passam pelos meus olhos cenas,
nenhum espetáculo,
a não ser sobrevivência.
O gosto em minha boca é de enlatado,
estabilizante, anti oxidante, acidulante, conservador
e aroma artificial de alguma coisa natural,
ao que insistentemente acrescento
uma pitada de amor.
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Tirania dos Sentidos
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