quinta-feira, 2 de setembro de 2010

BR 470km 59

10km-Indaial
18km-zoológico de Pomerode
muito perto ou dentro de Blumenau,
mas não parece.
Em que lugar de Blumenau estou?
Li no blog de uma poetisa denominada Nanny,
que há momentos que deveriam durar milhões de anos luz,
mas duram a velocidade da luz.
E que há momentos que mereciam ser só relâmpago,
mas insistem em tornar-se uma vida inteira.
Palavras ao vento, ecos do silêncio,
em busca das estrelas.
A gente segue teclando em busca de algo maior,
às vezes gosto de sentar e ouvir uma história,
ou consultar um amigo estrangeiro
ou quem sabe admirar um voo de um pássaro,
cruzar além mar Dispersamente...
Memórias em comum numa história em construção.

PAULO ROBERTO WOVST LEITE
De emoções guardadas

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A PÊLO

Correndo pela estrada velha
como um maratonista grego
podia sentir-me um garoto nú
de pés descalços, cabelos soltos.

Um cavalo pastando me viu passar
e saiu a galope atrás de mim,
ficamos assim por minutos encarando-nos,
podia ver seu sorriso superior,
sentir seu coração arrogante batendo livremente,
seu corpo forte e altivo deslizando com facilidade.

Caí ao longo da margem da estrada inusitada
não pranteei, apenas arfava e arfava,
ele parou num estalo a alguns metros
e logo voltou a pastar e jazia ali tanta nobreza.


PAULO ROBERTO WOVST LEITE
De emoções guardadas.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

PENSO QUE SEI

Às vezes
Fico olhando a lua
Nada me diz
Enquanto soa uma canção ao meu ouvido
De novo acordado na noite
Sinto-me estranho
Às vezes

PAULO ROBERTO WOVST LEITE
De emoções guardadas

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

AMÉRICA LATINA

Do México ao Cabo Horn,
segue trêmulando suas
bandeiras ao vento.
Pena não ser uma única bandeira
como sonhou Simon Bolivar,
mas segue seu caminho,
este novo mundo.
Minha pátria,


MINHA AMÉRICA LATINA.

PAULO ROBERTO WOVST LEITE
De emoções guardadas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Homenagem de Gratidão

Na melancolia,
No frio,
Na fila de espera,
Na ruga esculpida pelos anos.

O corpo cambaleante e flácido
sem paciência espera,
não tem escolha,
apenas espera sua vez.

Não sabe o que virá,
dependente,
às vezes ousa chorar,
o rio Itajai-Açu corre para o mar.

Algumas pessoas esperam pelo sol,
outras reclamam da chuva,
uma garotinha brinca, nem aí,
está tudo muito divertido.

Ela pode um dia ganhar um concurso de beleza:
Miss simpátia!
Coroa de flores
e um anel de noivado do namorado.

Ele pode um dia ganhar um título:
Funcionário Padrão!
Por ser tão gentil,
sorridente e dar bom dia.

Uma música soa,
passa de carro,
atormenta os ouvintes,
burburinhos, conversas paralelas.

Conversas sobre o mesmo assunto
que não interessa a ninguém,
chega a vez de mais doze,
a fila diminui.

A sabiá canta para seu parceiro,
o chamando da goiabeira ao lado,
quer acasalar,
quer perpetuar a espécie.

PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Pré suposto

domingo, 1 de agosto de 2010

Penso Longamente

Quando as perguntas
chegam a minha janela
fecho os olhos e reflito
como se buscasse uma resposta

mas na realidade
não a tenho
não possuo condições
não sei

quando as perguntas
chegam a minha janela
às vezes é tarde da noite
ou muito cedo

mas na realidade
toco uma canção
leio um poema
ou apenas ouço um pássaro

PAULO ROBERTO WOVST LEITE.
Pré suposto

sábado, 17 de julho de 2010

Contraponto

Riqueza e pobreza;
beleza e feiúra;
inteligência e a falta da mesma.

Alguém disse que vou vencer minhas batalhas,
sem se preocupar em saber se estou preocupado com resultados.
Isso não me diz nada.

Às vezes andando pelas calçadas da vida
trombo em pessoas ou desvio sem ao menos olhar pro lado.
Sorrir e chorar, não tudo ao mesmo tempo, também rola.

Tem placas de cuidado por todos os lados!

Se estou fazendo algo, apenas o faço, tem quem
goste de papo furado ou de mesmices e explicações,
sei que tem a ver com condição humana.

E aí?
uah-bap-lu-bap-lah-bein-bum!


PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Pré suposto