Foi numa quinta,
dia qualquer poderia ter sido;
não tinha nada além
de um trabalho a fazer.
Uma responsabilidade a cumprir;
não chegava a ser um ato solene;
uma aula apenas,
mas
de cara em frente ao espelho,
ri, odiei, chorei, amei...
De emoções guardadas.
Paulo Roberto Wovst Leite.
sábado, 8 de outubro de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
Pão e Poesia em exposição na Biblioteca
A Editora Cultura em Movimento da Fundação Cultural de Blumenau abre segunda-feira, 1◦, a exposição de poemas Pão e Poesia, uma homenagem aos escritores selecionados para esta primeira etapa do ano do projeto. A mostra ficará aberta à visitação pública na Biblioteca Municipal Fritz Müller, até o dia 31 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17h30, e aos sábados, das 8 horas ao meio-dia. A entrada é gratuita.
sábado, 30 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Pão e Poesia está nas padarias
O projeto Pão e Poesia da Editora Cultura em Movimento da Fundação Cultural de Blumenau já está circulando em padarias de diversas cidades catarinenses. Desta vez são 75 mil cartuchos de pão com poemas e textos impressos na gráfica da Fundação e distribuídos gratuitamente pela empresa Incorpel.
Escritores participantes
Sandra Laurita
Neida Rocha
Jackeline Nawá
Fabiana Lange
Viviana Borchardt
Hugo Quintana
Jussara Ferreira
Lucinda Costa
Diva Martinelli
Harry Wiese
Ruca Souza
Valdeck Almeida de Jesus
Odolivio da Silva
Paulo Roberto Wovst Leite
Ricardo Brandes
Rosane Magaly Martins
tuco egg
Gabriel Gómez
Cláudia Vetter
Ana Peres Batista
Iris Schreiber
Fátima Venutti
SEMPRE QUE INICIAMOS UM NOVO DIA
Vou compor uma nova canção
Que vai falar de amor
Vou comprar um violão
Que vai ser meu companheiro
Quero fazer um refrão
Vem comigo ver o nascer do sol
Fazendo uma caminhada na praia
Vem comigo ver o pôr do sol
Fazendo uma cavalgada numa colina
Vou falar de gente que ama
Que chora e se emociona
Que gosta de luar e estrelas
E que não deseja pro seu próximo
O que não quer pra si
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
Que vai falar de amor
Vou comprar um violão
Que vai ser meu companheiro
Quero fazer um refrão
Vem comigo ver o nascer do sol
Fazendo uma caminhada na praia
Vem comigo ver o pôr do sol
Fazendo uma cavalgada numa colina
Vou falar de gente que ama
Que chora e se emociona
Que gosta de luar e estrelas
E que não deseja pro seu próximo
O que não quer pra si
PAULO ROBERTO WOVST LEITE
sábado, 28 de maio de 2011
CADA DIA SE BASTA (desfecho)
A RETIRADA.
E cumpriu formalidades, assinou papéis diversos; correu de lá para cá. Pegou filas, recebeu apertos de mão, abraços e tapinhas nas costas.
Eram muitos os beneficiários. Sindicatos, partido, políticos amigos, museus, fundações, clubes, inclusive o advogado que leu o testamento. Emiliano cuidou de tudo pessoalmente para que fosse feito sem ressalvas, ao pé da letra e só após ter certeza que tudo estava conforme a vontade de seu pai, descansou.
Finalmente pôde voltar para sua casa de campo, longe de tudo e de todos aos quais não pertencia, para seu trabalho com a criação, com a horta e o pomar. Voltar para a escolha que havia feito a muito tempo.
Ensaiando um conto...
Paulo Roberto Wovst Leite.
sábado, 14 de maio de 2011
CADA DIA SE BASTA (parte 4)
ATO SOLENE.
O plenário repleto; sessão na Câmara Municipal. Especial menção honrosa e virou nome de ponte. Tenório da Silva, como disse o orador:
_ Homem destacado, bom cidadão, articulado e inteligente, grande político, enorme perda.
Foi chamado o governador para reinaugurar a ponte, fizeram uma pracinha e colocaram busto de bronze, placa de homenagem e dedicatória, tudo com esmerado agradecimento pelos serviços prestados à comunidade.
E Emiliano Zapata da Silva compareceu a solenidade e também a reinauguração da ponte e apesar de não entenderem, atenderam ao único pedido do único descendente do ilustre Tenório da Silva. E constou na placa o pedido de Emiliano. E lia-se:
“QUANDO VEM A SOBERBA, VEM TAMBÉM A DESONRA; MAS COM OS HUMILDES ESTÁ A SABEDORIA”. [Provébios 11-2]
Ensaiando um conto...
Paulo Roberto Wovst Leite.
domingo, 8 de maio de 2011
CADA DIA SE BASTA (parte 3)
ATÉ QUE A MORTE OS...
Emiliano não podia entender a mãe com os olhos arregalados, aquele pavor em sua face não combinava com a docilidade que transmitia e cultivava. O mais intrigante era aquele sorriso no rosto do pai, parecia mais uma nova faceta. Morreu com um charuto numa mão, o controle remoto na outra e um copo de conhaque pela metade, comentou ao seu ouvido um bajulador.
Toda aquela gente, todos aqueles pêsames e lhe ocorreu que não teria nenhum dos dois, nem mesmo para nunca mais.
O pai sempre fora popular, a mãe sempre estivera ao seu lado, nada mais original os dois ali lado a lado como sempre. Ajeitou o bigode, lembrou-se de algo que lera um dia sobre a vanidade da vida; olhou de novo para o pai inerte e teve náuseas.
Ensaiando um conto...
Paulo Roberto Wovst Leite.
Paulo Roberto Wovst Leite.
Assinar:
Postagens (Atom)






