sábado, 22 de fevereiro de 2014

DISSONANTE

Dois no escuro sem sombra nem paisagem,
lembro-me dos poucos anos onde os gatos eram pardos
e mandavam nas ruas com seus miados
de amedrontar donas de casa e rapazinhos mimados,
sem passar despercebidos por donzelas indefesas,
totalmente controladas por seu folguedos ardentes.
Risos na janela do quarto
quando se pula para fazer safadeza
e rezar o terço chorosas ao amanhecer.
Mais um coração partido,
mais uma vitima do criador solteirão.
Óh, óh óh, óh, óh, óh...
Sinto asco, sinto dó,
não que o valha... 


Tirania dos sentidos,
Paulo Roberto Wovst Leite.


sábado, 25 de janeiro de 2014

Só um sorriso, pra quando você não tiver nada, muito menos resposta. Nem tampouco perguntas.

Pecados,
Paulo Roberto Wovst leite.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Senhoras e senhores

Hoje eu quis, acordei fazendo um poema
que me pegou de assalto
entre a madrugada e a manhã
estirado na cama, entre lençóis
suando uma noite quente
meio nu, meio perdido entre o sonho e o dormir
e acordando sozinho, ganhei o asfalto
para deixar fluir algum sentimento

Os aromas da manhã misturados
rolando pela rua numa cabeça pensante
pensando coisas de todo tipo
tipo, bee bop a lula e qualquer vinho
desde que agradável aos sentidos
mais ligeiro que os desenfreados pensamentos projetados
num espaço de tempo inexistente
intercalado com a força de uma tempestade de verão

Que cai e arrasa
lava a rua
lava a rua
não deixa vestígios
ou exime os crimes da madrugada
cúmplice de assassínios de boêmios e amantes
que deixaram suas marcas nos postes
feito cachorro vira latas

Você me disse:
quero estar nos teus sonhos
perigoso demais pra ti
não de desejo tal infortúnio
se queres estar
estejas ao meu lado
e corres perigo medido
desmedidos são os porvires

Não tenho pretensão de merecer ou programar
dedos rápidos servem para teclar
como Manzareck cheio de idéias o faz com destreza
e me faz viajar ao sol nascente
passa rápido um carro
chega apressado um pai cheio de exemplos
para dar ao seu filho pedinte
risos ecoam, hahahahahahaha

Meu querido amigo querer ser exemplo
nobre projeto de ser e não estar presente
quem me dera poder sorrir um pouco contigo
mas não posso me dei às rusgas da realidade
e não me vejo a vontade com tipos que fazem caras e bocas
Não resmungo, reclamo e faço
bato e apanho
mas não resmungo 

Me sinto com menos vinte e mais de dois mil
e isso não é insano
é a mente se projetando
e se a  bateria for bem marcada
o vocal soa suave
e o rock and rool me faz delirar
me ocorre que o sol nunca nasce e nunca se poe
e que eu estou parado

E  girando como a terra
teria a percepção de que não a leste
muito menos oeste
o que há é um eterno caminhar
para lugar nenhum
estamos perdidos no espaço numa astronave
condenada a destruição
por seus ocupantes auto destrutivos

A rua, sim!
ela me faz pensar  que meu coração ainda palpita e bombeia
boom boom boom boom boom boom bomm
explode uma paixão
garota as coisas são mais lindas com você por perto
sinto que vou morrer e poderia
no próximo orgasmo
uh ah uh ah uh ah uh ah uh ah  uh ah uh ah

Pré suposto,
Paulo Roberto Wovst Leite.


      

domingo, 5 de janeiro de 2014

"Ka-me-ha-me-HA!"

Para Fernando Jaepelt,


Agradeço-te por ser presente,
diálogo constante.

Agradeço-te por não ser porvir,
homem idealizado.
Agradeço-te por não ser passado,
homem arcaico,

Agradeço-te por ser constante,
homem em busca do inimaginável.


Homenagens,
Paulo Roberto Wovst Leite.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Infinitesimalmente

“... leio/ releio/ leio-te/ releito-te/ leio-me/ releio-me...”


Movendo a pedra, 
Paulo Roberto Wovst Leite.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Não é isso, então o que é?

Dizem que amor não tem a ver com paixão
Então um começa sem o outro?
Há quem diga que evolui de um para  o outro.
Para outros começa tudo misturado,
como em sintonia.

Você diz que é saudade.
Se for saudade, é amor ou paixão,
ou sintonia?
Ou não tem nada a ver.

E se for um impulso em busca de satisfação,
mandando um recado.
Subscrevo, mui atenciosamente.
Desejo.


Pré suposto,
Paulo Roberto Wovst leite.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Pois então;

Estava num sonho, sorrindo
e da minha boca um arco íris se projetava.
Numa barraforte um duende passeava pelas cores,
carregando consigo um pote de moedas de ouro.

De vez em quando ele deixava cair uma moeda
e sempre que alguém corria para apanhar
e sempre havia alguém, era absorvido
num instante pelo arco íris.

Gente de todo tipo,
criança, adulto, idoso.
homem e mulher,
de toda raça e credo.

Num dado momento
já não era mais um arco íris,
mas MBoi- Tatá
E acordei, sorrindo.


Tirania dos Sentidos,
Paulo Roberto Wovst Leite.