sábado, 28 de maio de 2011

CADA DIA SE BASTA (desfecho)

A RETIRADA.


E cumpriu formalidades, assinou papéis diversos; correu de lá para cá. Pegou filas, recebeu apertos de mão, abraços e tapinhas nas costas.
Eram muitos os beneficiários. Sindicatos, partido, políticos amigos, museus, fundações, clubes, inclusive o advogado que leu o testamento. Emiliano cuidou de tudo pessoalmente para que fosse feito sem ressalvas, ao pé da letra e só após ter certeza que tudo estava conforme a vontade de seu pai, descansou.
Finalmente pôde voltar para sua casa de campo, longe de tudo e de todos aos quais não pertencia, para seu trabalho com a criação, com a horta e o pomar. Voltar para a escolha que havia feito a muito tempo.


Ensaiando um conto...
Paulo Roberto Wovst Leite.

6 comentários:

  1. enfim... qual a escolha de Emiliano? Qual o mistério? O que escondia o Tenório? Por que o pai de Elisa não gostava dele?
    Quantas dúvidas para se iniciar o fim-de-semana...
    Abraço!

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  2. Para vermos de verdade é preciso que nos subtraiam a imagem, não é? Por que ela não disse nada? É como se ao mesmo tempo lhe tocasse o coração a condição alheia, e por outro lado algo muito íntimo lhe dissese: melhor calar, somos feitos de um outro estofo.

    O mundo é mais interessante ou mais cruel quando observado com atenção?

    A vida é grande. Beijos, Ana

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  3. Era preciso cumprir as motivações desconhecidas de outro ser, para se sentir legitimado a viver as próprias escolhas.

    O que Emiliano não sabe é que jamais se volta. Somos todos fadados a seguir, modificados pelo caminho.

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  4. Gostei bastante do Blog.
    Muito interessante !

    É bom ver a cada dia que passa mais originalidade nessa "blogosfera". :)

    Deixo o meu aqui caso queira dar uma olhada, seguir..;
    http://bolgdoano.blogspot.com/

    Muito Obrigada, desde já !

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  5. Obrigada pela paciência em ler a entrevista, e especialmente por ter gostado do que leu. Tenho muita gratidão pela sua generosidade. Pela generosidade com que trata meu caminho literário. Abraços, Ana

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  6. Feliz é aquele que tem uma horta e estando longe sente saudades e pode voltar a ela.

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